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Como vencer uma discussão sem ter razão

Texto: The Art of Controversy, de Arthur Schopenhauer

Unidade de nível C1 da trilha Leitura: reconstruir uma discussão curta, apontar a manobra usada (esticar a tese do outro, criar falsa alternativa, atacar a pessoa) e saber a defesa. São 756 palavras de texto real (trecho com cortes), três questões de compreensão e seis frases de prática.

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O que você vai praticar

Tema do roteiro: Argumentos e falácias.

If human nature were not base
hipótese contrária aos fatos: como seria um debate honesto
This consists in
definição do truque
on the other hand
contraste: o que fazer com a tese do outro e com a própria
The defence consists in
a defesa contra o truque
What he had done was
o autor reconstrói a manobra do oponente
Contrarily
o mesmo truque ao contrário: encolher a própria tese para salvá-la
For instance
exemplo da falsa alternativa
It is as though
analogia que resume o truque
as soon as
assim que: marca o momento (do truque, quando se está perdendo; da defesa, quando o outro parte para o pessoal)

Vocabulário de apoio

base
baixo, vil (adjetivo)
adversary
adversário, oponente
innate vanity
vaidade inata
loquacity
tagarelice
proposition
afirmação, tese (num debate)
at issue
em discussão
repelled the attack
rebati o ataque
expedient
recurso, artifício
glaring
gritante
the upper hand
a vantagem
spiteful
maldoso, rancoroso
cool demeanour
postura calma

Como a unidade funciona

  1. Antes de ler. numa discussão, você percebe que o outro tem razão. O que é mais comum as pessoas fazerem?
  2. Ler. 756 palavras, com cronômetro opcional, glossário e notas no texto.
  3. Entender. três questões sobre o texto.
  4. Praticar. seis frases novas com o que a unidade ensina.
  5. Pensar. três perguntas para responder por escrito.

O texto e a licença

Trecho com cortes de The Art of Controversy — Preliminary: Logic and Dialectic; Stratagems I, XIII and XXXVIII, de Arthur Schopenhauer, tradução de T. Bailey Saunders (1896).

Domínio público.

O que mudou em relação ao original

Trechos com cortes, sem reescrever, da tradução de T. Bailey Saunders (1896). O primeiro parágrafo vem da parte Preliminary: Logic and Dialectic, sem a frase inicial (If the reader asks how this is…) e sem a frase That we should regard…. Depois vêm as estratégias I (só a definição e o exemplo 1), XIII (inteira) e XXXVIII (o primeiro parágrafo, sem as frases sobre argumentum ad personam e ad hominem e sobre “mere animalism”; do segundo, a frase sobre a postura calma e a ressalva final (But such demeanour…), sem a frase sobre Temístocles e Euribíades). Ficou de fora também o parágrafo que vem logo depois da abertura (However, this very dishonesty…), em que Schopenhauer pondera que essa teimosia tem alguma razão: quem abandona a tese na hora pode descobrir depois que estava certo. Na estratégia XXXVIII, o corte do trecho It would be a great mistake… (não basta deixar de ser pessoal: mostrar com calma que o outro errou irrita mais, por vaidade) faz o however contrastar com a briga, e But in becoming personal perde o contraste com o argumentum ad hominem. Os números romanos são os do original. O itálico não aparece.

Atualizado em .